- de noite: as vezes dispersa…
- muita minhoca na cabeça?!
- cada exercício tem muito fundamento
- só vai!
- linguagem complementar
- encontrar a medida da vida
- organizar todas as faculdades na pintura
- CORES
- azul da prússia
- azul ultramar
- violeta dioxazine
- vermelho óxido (terra siena queimada)
- amarelo ocre
- verde cobalto
- branco de titânio
- elástico da versatilidade do óleo
- entre visceral para chegar na cor
- princípio mestre, fundamento comum: PARES CROMÁTICOS
- dão vida
- ver pessoalmente
- avançar/recuar
- até o momento de uma cor chamar a outra
- exerc. 1: pintar tela toda – azul da prússia + solvente
- exerc. 2: tela já pintada com amarelo ocre e vermelho terra.
- exerc. 1: despintar. limpar. o maior ovo possível no quadro.
- exerc. 3: decalque desenho matisse. pintar fundo. retirar para fazer as linhas. colocar a gosto.
- entre uma pincelada e outra, a gente se surpreende
- colher esses momentos
- usamos um tema comum na aula. o que eu mais quero é que vocês façam seus temas em casa.
- o céu é o limite
br_sp
pp – gustave courbet
1819-1877
- courbet (C–) / daumier (D–)
- courbet menos político
- natureza transformada em sentimento
- D– ilustração do fato
- a história da arte não pode ser vista como lógica
- Angelus
- C– Irmãs
- C– nunca quis participar de qualquer escola ou associação
- rebeldia de não querer
- pintar como ele vivia
- dar conta ao que ele queria dizer
- provocar com as pinturas
- pintura realizada
- vontade de ser o novo pintor da nova era
- mais grossa, mais rude
- camponês
- ligação ao trabalho do campo, viés também político
- 1840~1850
- apego ao homem comum
- vontade de superar o “clássico” delacroix
- pintura sem faíscas, sem brilho
- falta de graça, por assim dizer
- espécie de marginal
- tremendo orgulho
- não querer agradar
- o olhar para o trabalho do campo
- ativismo político como pessoa, não na pintura
- as pessoas o percebem. e ele aceita o reconhecimento.
- convidado a dar aulas
- se ele era contra escolas, como poderia ser professor?
- escreveu uma carta aos alunos
- todo artista é seu próprio mestre
- mandamento: não faça o que eu faço. não faça o que os outros fazem.
- faça o que você quiser!
- ignorância também seria uma forma de independência
- ele e van gogh mesmos desejos, afirmações
- quem trabalha com a terra traz a verdade
- gauguin influenciado por courbet
- van gogh influenciado por millet
- pintura Bonjour, Monsieur Courbet >>> Bonjour, Monsieur Gauguin
- o pintor esnobe
- C— e o movimento da comuna parisiense
- courbet precisava apagar a restauração de uma catedral
- exílio para suiça ou ia para o paredão
- corpo exagerado
- ‘pinta como um limpador de botas’ — crítico
- a coisa vista e a coisa pintada — a distância permanace
- argan: o trabalho do artista como paradigma humano
- sem patrão, sem a lógica das máquinas. alcança a liberdade na força do próprio trabalho
- o que o artista faz na realidade (ilustração) ou da realidade
- diferença entre courbet x manet
- qual maneira, qual diferença?
- assunto ou pincelada?
- o fênomeno real não é o histórico
- é a luz — para manet
- na realidade
- frenesi luminoso no agora
- fenomenologia da altura — manet
- a forma transubstanciada em outra
- a pintura de um instante da natureza
- C— parece que parte da tela preta
- faca (espátula) é minha melhor ferramenta
- espátula leva mais matéria
- matéria é sinônimo de realidade
- o real da própria tinta
- força igual ao sol
- há esse cruzamento
- é difícil se encantar à primeira vista
- precursor de tudo isso, para surgir uma nova arte
- apegar-se a terra
- ele ultrapassa o discurso
- não era calmante
- troca pincel pela espátula
- quadro: ateliê do artista
- “quando chega com um quadro desse tamanho, não tem mais… [o que provar]”
- pretensão de colocar toda sociedade ali
- há retórica, porém a real, social
- pintar paisagem: sem recado de nada
- porém quem criou a natureza? deus
- ser deus ao pintar paisagem
- criar paisagem, criar seu universo
- criador desse mundo — para fazer isso, criou toda uma simbologia
- quadro narcisista, megalomaníaco
- pp ‘não acho realismo, nem aqui nem na china”
- queria ser reconhecido
- criou seu próprio pavilhão courbet – gerando ódio
- quadro: a volta da conferência
- foi recusado no salão dos recusados
- legião de honra. ele recusou. daumier aceitou.
- goya, velázquez, ticiano, daumier
- “pertenço a mim”
- regime da liberdade
- crítica avassaladora de alexandre dumas
- ligado ao baudelaire
- o mito do homem moderno — baudelaire
- o homem da metrôpole — forças estranhas da cidade — flaneur
- C— vai ficando decandente. adoecendo.
- quadro: a origem do mundo — encomenda de um rico turco
- o próprio corpo para C– é importante
- marginal e xxx do artista
- julian barnes / meyer shapiro escreveram sobre C—
- real X realismo
- real não necessariamente agradável
- baudelaire — allan poe >> colocou o horror no lugar do belo
- realismo — de verdade. com os materiais também
- mais matéria que vapor
- não há fosforecência. ela é sombra
- eu faço como o sol
- manchas diferentes
- foi angariando durante a vida o ódio dos outros
- o trabalho era para ser escondido. o que se mostrava era a alegoria.
- [o mundo do faz de conta]
- o real da própria pintura. não da cena.
- o fato real solene da pintura
- quadro escuro, não se entrega fácil
- ganhava com retratos
- gericault – paisagem realista
- bonjour monsieur courbet
- o início do mito do pintor moderno
- os contrastes de C— são impressionantes
- equivale a força das coisas representadas
- o grande demiurgo
- quadro: a gruta — onde ele pode colocar mais espátula
- natureza com movimento tem um a mais na pintura
- prenúncio — forma da natureza mais como um …xxxx?
- pela comparação, ficam mais evidentes
- 1° C– realista social
- 2° C— natureza
- construção evidente como não qualidade (alguns quadros)
- final da vida — impacto
- naturezas: como algo que coloca o choque
- fisicalidade impactante do mistério
- espatulado beirando o mau gosto
- retroceder é não fazer nada
- constrangido conceito oficial
- vivi 50 anos com liberdade. deixem-me ir assim.
- pintura comparada
- trazer para o presente
- os melhores (courbet) tem pouca retórica acadêmica
- presença
- ainda fala com a gente hoje
- obra muito desigual, mas qdo é bom é bom
- quando não é, não é.
- comentário aluna: tô encafifada. é truque? esmero?
- pp: as vezes é mto pensado, mto construído.
- monet: olho aberto, pinta como se enxerga
- a maneira é harmônica. é a grandeza dele.
- todo gesto é político
- distância entre a coisa vista e a coisa pintada? é o trabalho do artista
- confluência entre o que se fala e o que se faz
- tirava 18L de líquido por dia
- trabalhos alunos
- aluno 1
- você tem que saber sobre a distância de seu trabalho.
- obsolescencia programada — esse trabalho vai acabar
- não é fragilidade.
- fragilidade está acima disso
- vazio e corpo
- pictoricidade
- ganhou mobilidade na tela
- antes o espaço não fluia
- agora conquistou uma espécie de dança na tela
- assim você conquista o plano pictórico
- matisse: usava a pluralidade
- tinha uma livre ocupação do plano pictórico
- [trabalho aluno] 1ª vez no sentido mais fluído
- prática — a importância do tempo
- menos papo, menos discurso
- eu não preciso de fala
- é visível, é plástico
- colocar no visual
- presença plástica
- fazer trabalhos díspares — ter uma constância
- trabalho contínuo traz unidade, longevidade
- colocou a pintura em outro lugar
- um quadro ensina o outro
- não é o quê, mas a sugestão do que está apresentado
- há o bem feito e o mal feito
- não é a representação do quê, mas a pintura em si (como)
- as coisas não estão em livre comunicação
- tudo flui, terra irrigada
- ele (o pintor) não precisa estar falando!
- aluna 2:
- você chegou! porém falta desmanchar… soltar…
- vai tornar orgânico.
- tá tudo bem. há a chegada.
- agora falta habitar, desmantelar
- faz + 3 (mesma paisagem), com outra atitude
- tenha um momento de desencanto
- chegou e encantou, agora falta desencantar
- não idealizar nesse começo.
- falta encarnar
- não o projeto. agora há que encarnar
- comentário aluna: há que enlouquecer.
- pp: enlouquecer não. o contrário disso.
- integrar. a gente não separa corpo alma matéria espírito.
- há uma verdade encontrada na hora de pintar
- o estranho o temor também agrada
- deixar o projeto de lado
- encarnar melhor a pintura
- sei de onde vem e sei onde pode chegar (seu trabalho)
- há a encarnação
- mais invenção
- criando espaço pela invenção
- não descrição
- aqui está descrevendo. ali, inventando
- muito fiel a imagem fotográfica.
- tem que soltar, sair da imagem.
- tem que virar pintora
- incorporar a cor
- bom material é o início de uma boa pintura.
- aluna: material eu tenho, só não tenho talento.
- conversar pela matéria
- pp vira uma pintura da aluna de ponta-cabeça
- a descrição fica em 2° plano. assim vira pintura, espaço pictórico.
em certo momento, na apresentação da segunda aluna, após falar que ela chegou, pp perguntou a turma: o que falta? algumas pessoas responderam: soltar, desconstruir, enlouquecer… eu respondi: brincar! ele me olhou, pensou e disse: “é por aí, sim brincar, se você fosse uma criança. o que mais?” a conversa continuou, com observações e comentários incríveis do professor.
me mantenho firme no meu brincar.
a prática da linguagem
com o tempo, cada vez mais, percebo a importância da linguagem para nossa vida. me sinto atrasado em relação ao manuseio da escrita. minha infância e juventude foram mais silenciosas, observantes. minha memória visual é
primeira semana fevereiro
6.2.2025
- ontem a noite eu redescobri um app de desenho e animação. finalmente resolvi fazer um experimento e tentar descobrir as possibilidades. fiquei impressionado com a facilidade e versatilidade criativa.
3.2.2025
- instalação da internet aqui no estúdio. parece
pp – amélia toledo
1926~2017 — 91 anos
- pp: vamos dar um sentido para o feriado: pintura!
- a distância crítica do tempo é melhor
- ela ainda está muito presente, mas é uma tentativa sincera
- glu glu
- pensamento holístico — havia essa preocupação mística, simbólica
- sua filha também
- cromoterapia — complicado um pintor falar disso
- maconha todos os dias
- hippie, pajelança em sua casa
- estudande de anita malfatti e takaoka
- eros
- coisa engraçada com a arte
- intuitivamente, sai
- 1° desejo 2° fazer
- amélia e mira entre tapas e beijos
- corporal – presença do corpo
- pintura dançando
- de uma geração que ligou o corpo
- introdução do corpo na arte
- fazia penetráveis
- colecionava pedras
- quintal de pedras e conchas
- mapear xxx geral do universo
- chegar mim — origem
- substância COR – não tinta
- natureza dos fenômenos — esculturas
- pintava em jutta
- desenhos que vinham da concha… e dançando
- relação com a cor — mística mítico
- e ela acreditava….
- da jóia a colagem, depois pintura
- objetos: é ou não arte? era sobre isso mesmo
- ela não foi ignorada (na arte)
- campos de cor – dançando
- série horizonte
- horizonte como espaço pictórico
- sensitiva — valorizava esse lado
- queria crianças na exposição
- gostava do lado lúdico
- canal aberto — cannabis
- texto mario pedrosa sobre a.t.
- chamava alguns de fiapeira (fiapos de linha)
- não era tanto pintura — era impregnação
- sua pintura não era atitude mental, era impregnar
- a mira implicava com isso
- pp: esse lado “feminino” de fazer e fazer, sabe?
- mecânico — racional, mentar X impregnação
- sua linha do horizonte não é centralizado, é equilíbrio
- a tela é em si o espaço
- sedução outro diluir e desejo é se pôr sem identidade
- ser seduzido – a lógica do ornamento
- a exposição é um jogo
- preencher o vazio
- ganha quem preencher o oco da tela
- pp: trabalho empolgante… para quem pode, né?!
- glu glu
- arp / stella
- atavismo que não escapamos
- a.t.: não quero o que já sei
- um lugar livre desde o começo
- colagem
- conectar-se com a vida
- pareidolia (dos colegas de classe)
- exaltação humana
- o trabalho artístico nunca é uma linha reta
- vá buscar aonde a coisa está viva!
- vestígios, sinais
- sudário
- ideia do monocromo puro é quase como a ideia do hiperrealismo
- não é abstração geométrica
- “houve aceitação” perguntou uma colega
- a cor criando espaço
- alegria do pintor quando abre-se uma porta nova
- como um gato na porta
- “não adianta bater na porta do cérebro”
- as coisas vem para a gente. temos que estar aberto. a coisa VEM
- bidimensionalidade
- matisse foi ficando raso, cada vez menos profundidade
- espiral
- ela impregnou mais que construiu
proposta exercício
- preconceituoso
- escolher um trabalho recente, onde mais ficou dúvida. que saiu mais difícil
- ≠ do fluído
- a partir desse, fazê-lo alla prima
- a gente tá aqui para se provocar. não roube no jogo.
- grisaille alla prima
- ímpeto
- matisse só no final da vida conseguiu alla prima. usar o branco da tela como cor
- honestidade sempre.
- alla prima
colegas
- eu gosto de viajar…
- é o brasil
- é e não é o lugar óbvio do brasil
- geração nova que faz um novo brasil. e o que elas estão fazendo? veremos.
- poder ver
- meio mágico, meio fricção com o real.
- não surreal
- se entrega fundo
- ambíguo
pp – brice marden
1938-2023 – 84 anos
- das questões mais pertinentes à pintura contemporânea
- nunca esqueceu o abs exp
- b.m. busca pela pureza
- o caminho — a mudança — pertinente com suas mudanças
- morandi da abstração
- sentido
- ele não é apocalíptico — é regrado
- caminhou com a abstração de perto
- liguagem mais sutil — intelectualizada, reduzida
- “sou um minimaista romântico”
- parece um espelho que transfere a você todas as questões
- luz do b.m. não é física
- ryman não é romântico, é código
- universo é cor – outra luz
- muitas camadas
- sentimentos, prospecção
- “são tantas camadas, é quase expressionista”
- rigoroso, contido para abrir a pintura
- tudo é construído na pintura
- pp: um galã, um dandy
- muita necessidade de ficar sozinho
- vida pop folk
- influências
- cézanne
- franz kline
- jasper johns
- pollock
- giacometti
- zurbarán
- goya
- COR LUZ
- não desdenha a tradição
- a impressão da luz e da cor
- matéria: parece uqe congelou a ação do quadro — distanciamento
- PLANO
- pintura não-ilusionista — objetividade
- a anunciação
- pintar o deslocamento da luz no espaço
- o encontro das cores fica fora da tela
- série vermelho azul amarelo — todos totalmente diferente
- deslocamento da luz no espaço
- unidade na diversidade
- ubiquidade – “tudo está em tudo…”
- 1° damar, depois cera de abelha
- 2 tereb. / 1 cera — mistura normal
- 7 tereb./ 1 cera — b.m.
- sente a necessidade de mudança
- DESENHO
- grande parte vai para o desenho — quando pintor quer/vai mudar
- agilidade, tamanho, facilidade
- quando queria mudar, viajava
- a gente vê o que já está propício para ver
- geralmente, vai buscar em outras culturas
- concha / gravetinho
- vai “amolecendo” a linha dele
- pollock desacelerado — como se unisse pollock + jj
- um inovador muito tradicional
- prazer narcísico, gostar da sua própria tela
- o artista é uma espécie de intermediário
- não me importo com o risco, é uma forma de existir
- pintura não vale nada, mas é expressão humana
- resgate da expressão primordial
- memento mori – vanitas
- pintura é sempre infusão
- luz crível
- não confio num pintor, ao menos que o ache louco de alguma forma
- entre o rigor e o gesto
- criar uma situação aonde o acaso entre
- cores remotas, você não sabe qual é
- unidade na diferença
- cor espiritual-humana
- b.m. quer criar unidade na diferença
- camadas e camadas de sentimento
- sentido humanista, não turística. viajar e pegar as cores. apropriar
- a cor cria o espaço
- matisse
- prazer tátil + refinamento da matéria que é impregnado
- acaso e controle
- quanto mais controle, maior o descontrole
- nada derramado
- unidade cor
- teia como um todo
- metáfora do furor
- a questão apresentada? nada
- o próprio fazer, o plano no espaço e tempo
- do glifo para uma ponte para o paraíso
- olhar para trás é tão simples
- movimento diferente entre abex – pois seu gesto é mais calmo
apresentação colegas:
- controlar o extâse da cor
- seu cinza é um pijama
- você tem que vencer a dominação da imagem
- tem um vai e volta que acrescenta
- pôr e tirar tem valores iguais
- supressão
- sem pesar a mão
- algo que se afirma muito… não sei.
- desenho
- pintura: fusão – ultrapassa o desenho
- perde ganha das relações
- impermeável — cor chapada
- permeabilidade da pintura
desenho, me localizo 1/4
prof. débora bolzsoni
- trisha brown
- do vasto vazio à lenda local
- lewis carroll – the hunting of the snarks
- henry holiday – illustrator
- milton santos
- antônio dias
- arthur barrio
- arte povera
- daniel santiago
- cildo meireles + piero manzani
- guilherme vaz
- luiz alphonsus
- cildo – pico da neblina
- grau de discrição
- mini minimalismo
- ana medieta
rr – módulo 2 – aula 1
- não saber
- o que recebeu e o que se espera desse segundo módulo
- olhar um trabalho e esqueger que a gente gosta
- só olhar — é isso que posso fazer
- propor o problema — lidar com o problema
- o espaço de silêncio
- o acompanhamento
- o mundo da poética X o mundo do fazer
- da experiência surge um vocabulário
- livros:
- matisse: talvez o mais lúcido. eterno conflito entre desenho e cor
- paulo pasta: lugar de fala de quem faz, com um ponto de vista semelhante ao nosso
- roberto longhi: breve mas verídica historia da pintura italiana – linha e mancha
- hans ulrich gumbrecht – Atmosfera, Ambiência, Stimmung
- ovídio – metamorfoses
- o estágio de transformação
- a narrativa para o momento de catarse
- formulação poética se transforma em pintura
- contigüidade
- esse livro é uma maravilha total
- italo calvino – por que ler os clássicos
- as linhas da contigüidade
- como isso —
- se realizar pintando, ao invés de pintar para se realizar
- óleo de cártamo na madeira
- exercício: 3 faixas
aula pp – philip guston
- 1913-1980
- o trabalho encontra eco e não para de aumentar
- diebenkorn é tudo, menos feio
- a sobrevivência dele — por quê?
- o trabalho dele é uma forma aberta
- a angústia do próprio trabalho
- convivência com crise desde cedo
- pai se enforca quando ele tinha 9 anos
- encenação do real
- uma alegoria da vida
- quadros das crianças
- sem nenhjuma autocomiseração
- essa é uma boa marca dele
- pop é imagem
- 1962: expôs e foi detonado
- 1980 morte – transição de época para a “nova pintura”
- CRAPOLA
- pop também como crapola
- texto de philip roth // leo steinberg
- as figuras do final são todos viciados: comem/bebem/fumam
- completos da mais profunda estupidez
- pictoricidade
- ritmo lento dos quadros
- angústia e claustrofobia
- texto do david sylvester: parece que ele não entendeu guston
- frases do guston:
- a alma não permite o que a mão faz
- pintura é uma espécia de guerra entre o momento e a atração da memória
- o peso da intenção é o que se busca
- busca e angústia transformada em espiritualidade
- claustrofóbico
- a tela é o testemunho fiel de que ele é livre
- alunos:
- criar outro tempo dentro da tela
- evocar
- o trabalho grande tem uma afirmação
- foi nesta aula que apresentei. vou fazer um outro post dedicado
aula rr – sexta e última aula
- azul ut
- aula seguinte: consertar os tons tela morandi
- essa é a grande questão
- máximo de atalhos
- dicas para encurtar o caminho
- a pintura vai esquentando o sangue, mas não estava presente
- paleta primeiro
- o desafio: como concentrar o conhecimento na tela?
- saber fazer
- algumas coisas o corpo guarda. a pintura é dessas
- a gente começou a pintura de uma maneira…
- retrospectiva exercícios
- 1º abrindo um ovo
- o espaço do quadro é o primeiro problema. resolver e encontrar soluções
- não reinventar a roda
- aprender a linguagem, nos alfabetizar
- os bedéis do quadro: as bordas
- 2ª aula
- desenho natureza
- aprofundar as possibilidades do azul da prússia
- 3ª aula
- t.s. pura no fundo laranja
- manchas — colocar e tirar
- 4ª aula
- triângulo
- ganha o mundo com as possibilidades de cor.
- par cromático + branco
- tensionar a mão com a tinta
- pintar não é necessariamente um problema de imagem
- 5ª aula morandi
- experienciando a cor num estado vivo.
- 3 cromáticas
- provocação: e se usasse outra trinca cromática para fazer o mesmo desenho?
- cuidado para não ficar brincando de paleta
- 6ª aula morandi – aprofundar
- entender que a pintura está viva, ativa
- fascínio com a descoberta
- “os meus segredos” (da pintura)
- ensinar é aprender realmente
- a gente tem nossas vontades
- não confundir o como com o por quê
- quando nada está acontecendo, há um milagre acontecendo
- nossa inteligência integrada
- PINTURA
- tempo natural
- campo para sustentar questões
- essas são as grandes questões
- preparo do espaço
- assim a arte vira sublime — engloba a vida
- assim criamos a nossa realidade
- pintura é reclusão
- um voto: as simples questões são as grandes questões
- acertar a cor é retratar nossa relação com o mundo
- se dê esse direito: escolher a importância de nossas questões
- cuidado com a procrastinação
- não análise, porém observar
- mente agitada precisa de um oposto tão intenso: bastante matéria
- as artes visuais, no brasil, se tornou um lugar de poder
- movimento cultural com linguagens artísticas
- criar um repertório ajuda a analisar
- quando nomeamos, podemos refletir melhor
- é preciso pagar tributo com a matéria
- exposição como marcação de (xxx)
- no FAZER é que se deve gastar tempo
- respiração: esse é o tempo natural da vida
- a pintura é uma grande aliada
- o grande desafio… o grande barato… é achar como fazer
- módulo 2
- o que importa?
- formar um vocabulário mínimo
- assim como na técnica, há uma reflexão
- livro roberto longhi
- as vezes a gente fica perdido…
- colocar esse aprender a serviço.
- propõe sentido
- reposta do sentido
- mostrar e refletir
- dois pés em movimento: fazer e refletir
- a ideia chega rápido na pintura
- superar a ideia
- chamar as ideias
- mistura cor
- o certo é:
- abrir ou fechar
- esquentar ou esfriar
curso RR – aula 4
- paleta com amarelo ocre + 2 azuis
- +- 6 cores de cada lado
- linha sinuosa: 1º azul ult. 2º azul prússia
- pinceladas
- vontade de paisagem
- van gogh: cada pincelada como valendo a vida
- não sobra nada
- arando espaço
- se amarrar por dentro
- compensações dentro do próprio quadro
- não importa que lugar e é …
- sintonia de tons
- aprendemos a andar, falar, agir – copiando
- lampejos que a linguagem te dá
- meu trabalho é uma busca
12.9.24
- aquário
- lojas colchão
- sesc paulista – em busca de um lugar para estar, encontrei esse banquinho na biblioteca. tudo cheio. pensei que todas as pessoas também estavam fugindo do ar lá fora… o pior ar do mundo, que título!
- masp – leonilson – curadora isa
pp – de chirico
- situação italia: futurismo — movimento no cubismo
- pp: ideia ruim
- nu descendo a escada do duchamp
- pintura metafísica: estranho, misterioso, enigma, um presságio qualquer
- argan: passado glorioso xxxxxx
- ref carlo carra — questão metafísica
- ref morandi: metafísica no cotidiano
- transposição da metafísica para a mesa
- metafísica:
- suspensão temporal
- vazio
- tempo de morte
- atemporal
- tempo que não é eterno mas é imóvel
- o movimento não é da pintura — vira retórica, ilustrativo
- vibração das cores, não movimento
- pollock, de kooning – sismografia da ação do corpo
- de chirico: mistério laico
- sua razão de ser é o ser em contradição
- “e o que hein de amar se não o enigma” – escrito num autorretrato jovem
- refs de chirico: arnold böcklin / dürer / giotto / piero della francesca / masaccio / nietzsche / schopenhauer
- a metafísica permeia tudo — desconfiança com o presente, não adesão ao movimento
- arte está nos lugares mais imprevisíveis
- “chegou zaratustra para mim”
- pp:”vocês já tiveram uma revelação? isso é importante, de verdade”
- convalescência — montanha mágica — retirado do mundo
- a arte também opera nesse lugar
- de chirico: “o que ouço, não tem valor. já o que vejo é vivo, e quando fecho os olhos, minha visão fica mais poderosa.”
- oferecer sensações novas — liberar o pensamento — ver tudo como coisa
- ref livro: o deserto dos tártaros – inspirado nas pinturas metafísicas
- a metafísica não tem inconsciente
- dada mais próximo da metafísica que o surrealismo
- situação absurda do dada
- magritte — pp: chato — não há nada mais literário
- jasper johns — imagem x pintura
- o principal é que nada faz sentido
- entropia — olhar para nós mesmos para não cair numa armadilha
- DÚVIDA! duvide de tudo e todos
- arte identitária: não tem dúvida, não anda.
- artista: duvidando e errando do seu trabalho
- pp: “depois que ví pintura metafísica, me deu um… eixo. fui mais influenciado pelo de chirico a picasso.”
- volpi — matisse + morandi
- morandi: o não como força
- a visão do artista é dentro. não é fora
- apresentação trabalhos
- sor:
- luz — uso da cor e não representação
- simples, direto
- menos cerimonioso, mais cotidiano
- “distraído venceremos” leminski
- aquela culpa… (cadeira sempre presente)
- perceba: você está tentando criar uma cerimônia, parece um trono.
- vai para o mais simples
- colegas
- cadê a dúvida?
- colocar — pôr pôr pôr
- jogar a seu favor
- ir num sentido radical
- paradoxo
- escolha mais, maior escolha
- é um não
- pp sobre obras: “a gente não mede esforço para nossos filhos” — gaste para usar material bom.
- oscar murillo — “não sei qual é a dele, mas aquilo não é fácil não…”
06.09.24
ontem passei mal durante toda a noite. vômitos e incessantes idas ao banheiro. senti uma dor tremenda na cabeça e no corpo. foi muito intenso. no meio da madruga, num dos picos do desconforto, pensei: como ocupar o espaço, inclusive do próprio corpo? já que não está bom, o que fazer?
ainda estou com dor de cabeça e cansado, hoje fiquei na cama praticamente todo o dia.
fiz o exercício de gradientes da aula do renato rios. dá para perceber que fiz de um modo “meio rústico”, em cima da cama, sem uma superfície adquada… mas tava com uma vontade danada de começar a pintar… melhor feito que perfeito…
alguma coisa surgirá dessas pinturinhas…
05.9.24
- dia marcante
- visita studio e notícia mãe
chegada sp
03.09.24
- ônibus atrasou, normal.
- entrei no uber, o carro pifou. o motorista dizia: “isso tá errado, não era para não funcionar.”
- “ninguém planeja para o carro quebrar” pensei.
- cheguei na correria para a primeira aula (de seis) com o pintor renato reis. depois transcrevo algumas anotações em classe. gostei muito da forma como ele trata o diálogo sobre pintura.
- achei que tinha perdido meu caderno de anotações. meu coração teve que praticar fortemente o desapego, além de usar o recurso de pensamentos como “se as anotações foram embora, fica a essência”. essas coisas que nós contamos a nós mesmos…
- encontrei o caderninho e senti graça.
- fui para o apto que ficarei temporariamente em sp. perfeito para esse momento.
- depois fui ver minha filha. minha maior força e alegria compartilhada.
04.04.24
- acordar com a bebê é festa total. energia ligada em alta vibração desde o despertar.
- fomos passear no parque. cedinho tava fresco, mas tá quente em sp!
- sobre a temperatura da cidade: até semana passada, estava com uma onda de frio absurda. eu não me atualizei nesses últimos dias e não sabia que o clima havia virado e que estava tão quente assim. tipo 25ºc. eu não usava bermuda há meses em floripa.
- consegui voltar pro apto e desfazer minha mala.
- a tarde, encontro uma pessoa para conversar sobre arte, desenho e a vida.
- aula com o pintor paulo pasta… cheguei atrasado, pq a conversa tava boa. o artista comentado na aula foi o pisarro e depois três colegas apresentaram seus trabalhos. depois escreverei mais sobre essa aula.
- na volta, caminhei com um colega de aula até o metro. tivemos uma conversa rápida e engraçada, a ponto dele perguntar se eu tinha algum diagnóstico mental. mas foi com todo respeito, do tipo “hm, você tem algum… sabe… algum grau de…” eu fui sincero e respondi que diagnosticado não fui, mas que já consultei psiquatra e psicólogo. isso faz um link com uma conversa que tive mais cedo com a mãe da minha filha: você é louco, ela me acusou novamente. respondi apenas com um “eu sei”, mas na minha cabeça passou “o passado me mostra que isso é uma conclusão óbvia” mas achei que era muito longa e teria que explicar… e pq eu desejo o bem estar das pessoas.
pintura: prática e reflexão – aula 1
- pintura de experiência se dá pela prática
- cuidado com a idea e a sacada
- entre o planejamento e realização
- arte: o desconhecido
- o trabalho se faz fazendo
- descobrir pintando – a gennte é maior que nós mesmos
- no intervalo da opacidade é aonde a graça está
- a virtude da pintura é o erro.
- suportar essa angústia é a tarefa do artista
- não há sucesso na arte
- o artista mais velho tem mais calo, sofre menos
- picasso: as angústias de cezanne
- merleau ponty – a dúvida de cézanne
- qual o caminho aberto por cézanne?
- cézanne:
- monet é só olho — santo olho
- deslocamento do real
- primeiro olho para mim olhando para a montanha
- não desenho e pinto – vai junto
- eu sou a consciência da paisagem que se pensa em mim
- acumulando / sobrepondo / construindo
- hoje: muitos tipos de pintura
- pp ensina uma maneira: construção a partir da experiência
- é mais rico que a projeção intelectural
- história galeano – ajudar a ver
- livros ref:
- david salle
- art & fear
- aquilo que não é dito ou mostrado
- EVENTO da pintura
- a arte é muda, mas a gente quer convesar
- talento para ser melhor ao talento para fazer
- ir além
- o que importa é seguir adiante
- não pare!
- ir adiante!
- talento é insistência
- dúvida e contradição
- arte e medo
- ninguém quer um trabalho que ninguém liga
- a arte vai nascer disso, desse lugar ambíguo, angustiante
- nunca será igual: a intenção e o resultado
- tem que ter olho para ver!
- não desanimem
- “artistas não saem do lugar enquanto a dor de trabalhar é menor que a dor de ficar parado”
- “se tudo der certo, o MAM vai até você”
- a pitura que a gente sonha é a melhor que a gente faz
- trabalhar no negativo: meio cego – tateando
- amílcar de castro: o principal problema da arte moderna é a liberdade
- quanto mais trabaho, mais se chega a si — mais liberdade
- CAVUCAR – em ressonância e reciprocidade com o mundo
- PP: certa implicância com a cozinha da pintura
- ir além da técnica
- baravelli: se você não corre risco com medo de estragar o trabalho, já está estragado
- “o tempo daquilo já foi…”
- você não terá segurança para afirmar o trabalho.
- quando tiver: honestidade, ética — há segurança
- não é o medo externo que vai te dar conselho de qualidade
- assepsia que a reprodução fotográfica traz
- diferença entre o acabado e o inacabado
- PULSANTE
- o medo de fazer vai virando conteúdo
- ENCARNAÇÃO da PINTURA
- é tinta – é pincelada
- o que aparece são as diferenças
- o eterno conflito entre linha e cor
- entre em acordo consigo
- sem escrutínio severo em si mesmo
- aprenda a gostar do seu ateliê
- o que os artistas podem ativar/reverberar atualmente
- é sempre uma referência
- “eu também quero” — pintura
- inteligência visual
- hoje em dia… pintura virando documento — registro
- pinturas nativas da nigéria
- stanley whitney
- sobre silva: “ele deu um jeito” – “tem o presente, tem a lógica do trabalhador”
- recuperação de um mundo sem fissuras
- só vamos saber quem a gente é PINTANDO
- a gente se constrói reciprocamente com a pintura
eu como amante dos voadores e pintura, penso sempre nessa série…
- descobri sobre o curso aleatoriamente no instagram. para ingressar, é pedido um portfolio com pinturas recentes. eu estava passando uma semana em sp na casa de uma amiga e tinha apenas três dias para enviar o pdf. comprei tinta óleo e fiz alguns experimentos em papel… deu certo!
- recebi a aprovação na segunda-feira, já estava de volta em floripa. para não perder a primeira aula, fiz um bate volta em sp: quarta fiz o curso e quinta fiquei com minha filha.
- participar do curso me anima mais ainda a estadia em sp no segundo semestre.
- perderei as próximas duas aulas, enquanto ainda estou de mudança.
- gostei muito do espaço do curso: projeto marieta. pinturas, bibliotecas, espaço livre!
- a aula estava cheia, cerca de 50 pessoas.
- como o grupo de estudos acontece faz tempo, a maioria das pessoas já se conheciam. de pessoas novas ao curso eram umas 5 e eu.
- em relação aos colegas, grande parte são mulheres com mais experiência (+50).
- me senti muito bem recebido. na minha experiência, pessoas que pintam são mais sociáveis e divertidas para o diálogo — principalmente num ateliê!
concept of time

21x30cm
pencil
pulso

21x30cm
permanent marker
salutation

30x21cm
brazilian ink
tricky reflection

30x21cm
brazilian ink
the carrier

30x21cm
brazilian ink
the ring as key or vice-versa

21x30cm
brazilian ink