- de noite: as vezes dispersa…
- muita minhoca na cabeça?!
- cada exercício tem muito fundamento
- só vai!
- linguagem complementar
- encontrar a medida da vida
- organizar todas as faculdades na pintura
- CORES
- azul da prússia
- azul ultramar
- violeta dioxazine
- vermelho óxido (terra siena queimada)
- amarelo ocre
- verde cobalto
- branco de titânio
- elástico da versatilidade do óleo
- entre visceral para chegar na cor
- princípio mestre, fundamento comum: PARES CROMÁTICOS
- dão vida
- ver pessoalmente
- avançar/recuar
- até o momento de uma cor chamar a outra
- exerc. 1: pintar tela toda – azul da prússia + solvente
- exerc. 2: tela já pintada com amarelo ocre e vermelho terra.
- exerc. 1: despintar. limpar. o maior ovo possível no quadro.
- exerc. 3: decalque desenho matisse. pintar fundo. retirar para fazer as linhas. colocar a gosto.
- entre uma pincelada e outra, a gente se surpreende
- colher esses momentos
- usamos um tema comum na aula. o que eu mais quero é que vocês façam seus temas em casa.
- o céu é o limite
estudos
pp – gustave courbet
1819-1877
- courbet (C–) / daumier (D–)
- courbet menos político
- natureza transformada em sentimento
- D– ilustração do fato
- a história da arte não pode ser vista como lógica
- Angelus
- C– Irmãs
- C– nunca quis participar de qualquer escola ou associação
- rebeldia de não querer
- pintar como ele vivia
- dar conta ao que ele queria dizer
- provocar com as pinturas
- pintura realizada
- vontade de ser o novo pintor da nova era
- mais grossa, mais rude
- camponês
- ligação ao trabalho do campo, viés também político
- 1840~1850
- apego ao homem comum
- vontade de superar o “clássico” delacroix
- pintura sem faíscas, sem brilho
- falta de graça, por assim dizer
- espécie de marginal
- tremendo orgulho
- não querer agradar
- o olhar para o trabalho do campo
- ativismo político como pessoa, não na pintura
- as pessoas o percebem. e ele aceita o reconhecimento.
- convidado a dar aulas
- se ele era contra escolas, como poderia ser professor?
- escreveu uma carta aos alunos
- todo artista é seu próprio mestre
- mandamento: não faça o que eu faço. não faça o que os outros fazem.
- faça o que você quiser!
- ignorância também seria uma forma de independência
- ele e van gogh mesmos desejos, afirmações
- quem trabalha com a terra traz a verdade
- gauguin influenciado por courbet
- van gogh influenciado por millet
- pintura Bonjour, Monsieur Courbet >>> Bonjour, Monsieur Gauguin
- o pintor esnobe
- C— e o movimento da comuna parisiense
- courbet precisava apagar a restauração de uma catedral
- exílio para suiça ou ia para o paredão
- corpo exagerado
- ‘pinta como um limpador de botas’ — crítico
- a coisa vista e a coisa pintada — a distância permanace
- argan: o trabalho do artista como paradigma humano
- sem patrão, sem a lógica das máquinas. alcança a liberdade na força do próprio trabalho
- o que o artista faz na realidade (ilustração) ou da realidade
- diferença entre courbet x manet
- qual maneira, qual diferença?
- assunto ou pincelada?
- o fênomeno real não é o histórico
- é a luz — para manet
- na realidade
- frenesi luminoso no agora
- fenomenologia da altura — manet
- a forma transubstanciada em outra
- a pintura de um instante da natureza
- C— parece que parte da tela preta
- faca (espátula) é minha melhor ferramenta
- espátula leva mais matéria
- matéria é sinônimo de realidade
- o real da própria tinta
- força igual ao sol
- há esse cruzamento
- é difícil se encantar à primeira vista
- precursor de tudo isso, para surgir uma nova arte
- apegar-se a terra
- ele ultrapassa o discurso
- não era calmante
- troca pincel pela espátula
- quadro: ateliê do artista
- “quando chega com um quadro desse tamanho, não tem mais… [o que provar]”
- pretensão de colocar toda sociedade ali
- há retórica, porém a real, social
- pintar paisagem: sem recado de nada
- porém quem criou a natureza? deus
- ser deus ao pintar paisagem
- criar paisagem, criar seu universo
- criador desse mundo — para fazer isso, criou toda uma simbologia
- quadro narcisista, megalomaníaco
- pp ‘não acho realismo, nem aqui nem na china”
- queria ser reconhecido
- criou seu próprio pavilhão courbet – gerando ódio
- quadro: a volta da conferência
- foi recusado no salão dos recusados
- legião de honra. ele recusou. daumier aceitou.
- goya, velázquez, ticiano, daumier
- “pertenço a mim”
- regime da liberdade
- crítica avassaladora de alexandre dumas
- ligado ao baudelaire
- o mito do homem moderno — baudelaire
- o homem da metrôpole — forças estranhas da cidade — flaneur
- C— vai ficando decandente. adoecendo.
- quadro: a origem do mundo — encomenda de um rico turco
- o próprio corpo para C– é importante
- marginal e xxx do artista
- julian barnes / meyer shapiro escreveram sobre C—
- real X realismo
- real não necessariamente agradável
- baudelaire — allan poe >> colocou o horror no lugar do belo
- realismo — de verdade. com os materiais também
- mais matéria que vapor
- não há fosforecência. ela é sombra
- eu faço como o sol
- manchas diferentes
- foi angariando durante a vida o ódio dos outros
- o trabalho era para ser escondido. o que se mostrava era a alegoria.
- [o mundo do faz de conta]
- o real da própria pintura. não da cena.
- o fato real solene da pintura
- quadro escuro, não se entrega fácil
- ganhava com retratos
- gericault – paisagem realista
- bonjour monsieur courbet
- o início do mito do pintor moderno
- os contrastes de C— são impressionantes
- equivale a força das coisas representadas
- o grande demiurgo
- quadro: a gruta — onde ele pode colocar mais espátula
- natureza com movimento tem um a mais na pintura
- prenúncio — forma da natureza mais como um …xxxx?
- pela comparação, ficam mais evidentes
- 1° C– realista social
- 2° C— natureza
- construção evidente como não qualidade (alguns quadros)
- final da vida — impacto
- naturezas: como algo que coloca o choque
- fisicalidade impactante do mistério
- espatulado beirando o mau gosto
- retroceder é não fazer nada
- constrangido conceito oficial
- vivi 50 anos com liberdade. deixem-me ir assim.
- pintura comparada
- trazer para o presente
- os melhores (courbet) tem pouca retórica acadêmica
- presença
- ainda fala com a gente hoje
- obra muito desigual, mas qdo é bom é bom
- quando não é, não é.
- comentário aluna: tô encafifada. é truque? esmero?
- pp: as vezes é mto pensado, mto construído.
- monet: olho aberto, pinta como se enxerga
- a maneira é harmônica. é a grandeza dele.
- todo gesto é político
- distância entre a coisa vista e a coisa pintada? é o trabalho do artista
- confluência entre o que se fala e o que se faz
- tirava 18L de líquido por dia
- trabalhos alunos
- aluno 1
- você tem que saber sobre a distância de seu trabalho.
- obsolescencia programada — esse trabalho vai acabar
- não é fragilidade.
- fragilidade está acima disso
- vazio e corpo
- pictoricidade
- ganhou mobilidade na tela
- antes o espaço não fluia
- agora conquistou uma espécie de dança na tela
- assim você conquista o plano pictórico
- matisse: usava a pluralidade
- tinha uma livre ocupação do plano pictórico
- [trabalho aluno] 1ª vez no sentido mais fluído
- prática — a importância do tempo
- menos papo, menos discurso
- eu não preciso de fala
- é visível, é plástico
- colocar no visual
- presença plástica
- fazer trabalhos díspares — ter uma constância
- trabalho contínuo traz unidade, longevidade
- colocou a pintura em outro lugar
- um quadro ensina o outro
- não é o quê, mas a sugestão do que está apresentado
- há o bem feito e o mal feito
- não é a representação do quê, mas a pintura em si (como)
- as coisas não estão em livre comunicação
- tudo flui, terra irrigada
- ele (o pintor) não precisa estar falando!
- aluna 2:
- você chegou! porém falta desmanchar… soltar…
- vai tornar orgânico.
- tá tudo bem. há a chegada.
- agora falta habitar, desmantelar
- faz + 3 (mesma paisagem), com outra atitude
- tenha um momento de desencanto
- chegou e encantou, agora falta desencantar
- não idealizar nesse começo.
- falta encarnar
- não o projeto. agora há que encarnar
- comentário aluna: há que enlouquecer.
- pp: enlouquecer não. o contrário disso.
- integrar. a gente não separa corpo alma matéria espírito.
- há uma verdade encontrada na hora de pintar
- o estranho o temor também agrada
- deixar o projeto de lado
- encarnar melhor a pintura
- sei de onde vem e sei onde pode chegar (seu trabalho)
- há a encarnação
- mais invenção
- criando espaço pela invenção
- não descrição
- aqui está descrevendo. ali, inventando
- muito fiel a imagem fotográfica.
- tem que soltar, sair da imagem.
- tem que virar pintora
- incorporar a cor
- bom material é o início de uma boa pintura.
- aluna: material eu tenho, só não tenho talento.
- conversar pela matéria
- pp vira uma pintura da aluna de ponta-cabeça
- a descrição fica em 2° plano. assim vira pintura, espaço pictórico.
em certo momento, na apresentação da segunda aluna, após falar que ela chegou, pp perguntou a turma: o que falta? algumas pessoas responderam: soltar, desconstruir, enlouquecer… eu respondi: brincar! ele me olhou, pensou e disse: “é por aí, sim brincar, se você fosse uma criança. o que mais?” a conversa continuou, com observações e comentários incríveis do professor.
me mantenho firme no meu brincar.
pp – amélia toledo
1926~2017 — 91 anos
- pp: vamos dar um sentido para o feriado: pintura!
- a distância crítica do tempo é melhor
- ela ainda está muito presente, mas é uma tentativa sincera
- glu glu
- pensamento holístico — havia essa preocupação mística, simbólica
- sua filha também
- cromoterapia — complicado um pintor falar disso
- maconha todos os dias
- hippie, pajelança em sua casa
- estudande de anita malfatti e takaoka
- eros
- coisa engraçada com a arte
- intuitivamente, sai
- 1° desejo 2° fazer
- amélia e mira entre tapas e beijos
- corporal – presença do corpo
- pintura dançando
- de uma geração que ligou o corpo
- introdução do corpo na arte
- fazia penetráveis
- colecionava pedras
- quintal de pedras e conchas
- mapear xxx geral do universo
- chegar mim — origem
- substância COR – não tinta
- natureza dos fenômenos — esculturas
- pintava em jutta
- desenhos que vinham da concha… e dançando
- relação com a cor — mística mítico
- e ela acreditava….
- da jóia a colagem, depois pintura
- objetos: é ou não arte? era sobre isso mesmo
- ela não foi ignorada (na arte)
- campos de cor – dançando
- série horizonte
- horizonte como espaço pictórico
- sensitiva — valorizava esse lado
- queria crianças na exposição
- gostava do lado lúdico
- canal aberto — cannabis
- texto mario pedrosa sobre a.t.
- chamava alguns de fiapeira (fiapos de linha)
- não era tanto pintura — era impregnação
- sua pintura não era atitude mental, era impregnar
- a mira implicava com isso
- pp: esse lado “feminino” de fazer e fazer, sabe?
- mecânico — racional, mentar X impregnação
- sua linha do horizonte não é centralizado, é equilíbrio
- a tela é em si o espaço
- sedução outro diluir e desejo é se pôr sem identidade
- ser seduzido – a lógica do ornamento
- a exposição é um jogo
- preencher o vazio
- ganha quem preencher o oco da tela
- pp: trabalho empolgante… para quem pode, né?!
- glu glu
- arp / stella
- atavismo que não escapamos
- a.t.: não quero o que já sei
- um lugar livre desde o começo
- colagem
- conectar-se com a vida
- pareidolia (dos colegas de classe)
- exaltação humana
- o trabalho artístico nunca é uma linha reta
- vá buscar aonde a coisa está viva!
- vestígios, sinais
- sudário
- ideia do monocromo puro é quase como a ideia do hiperrealismo
- não é abstração geométrica
- “houve aceitação” perguntou uma colega
- a cor criando espaço
- alegria do pintor quando abre-se uma porta nova
- como um gato na porta
- “não adianta bater na porta do cérebro”
- as coisas vem para a gente. temos que estar aberto. a coisa VEM
- bidimensionalidade
- matisse foi ficando raso, cada vez menos profundidade
- espiral
- ela impregnou mais que construiu
proposta exercício
- preconceituoso
- escolher um trabalho recente, onde mais ficou dúvida. que saiu mais difícil
- ≠ do fluído
- a partir desse, fazê-lo alla prima
- a gente tá aqui para se provocar. não roube no jogo.
- grisaille alla prima
- ímpeto
- matisse só no final da vida conseguiu alla prima. usar o branco da tela como cor
- honestidade sempre.
- alla prima
colegas
- eu gosto de viajar…
- é o brasil
- é e não é o lugar óbvio do brasil
- geração nova que faz um novo brasil. e o que elas estão fazendo? veremos.
- poder ver
- meio mágico, meio fricção com o real.
- não surreal
- se entrega fundo
- ambíguo
pp – brice marden
1938-2023 – 84 anos
- das questões mais pertinentes à pintura contemporânea
- nunca esqueceu o abs exp
- b.m. busca pela pureza
- o caminho — a mudança — pertinente com suas mudanças
- morandi da abstração
- sentido
- ele não é apocalíptico — é regrado
- caminhou com a abstração de perto
- liguagem mais sutil — intelectualizada, reduzida
- “sou um minimaista romântico”
- parece um espelho que transfere a você todas as questões
- luz do b.m. não é física
- ryman não é romântico, é código
- universo é cor – outra luz
- muitas camadas
- sentimentos, prospecção
- “são tantas camadas, é quase expressionista”
- rigoroso, contido para abrir a pintura
- tudo é construído na pintura
- pp: um galã, um dandy
- muita necessidade de ficar sozinho
- vida pop folk
- influências
- cézanne
- franz kline
- jasper johns
- pollock
- giacometti
- zurbarán
- goya
- COR LUZ
- não desdenha a tradição
- a impressão da luz e da cor
- matéria: parece uqe congelou a ação do quadro — distanciamento
- PLANO
- pintura não-ilusionista — objetividade
- a anunciação
- pintar o deslocamento da luz no espaço
- o encontro das cores fica fora da tela
- série vermelho azul amarelo — todos totalmente diferente
- deslocamento da luz no espaço
- unidade na diversidade
- ubiquidade – “tudo está em tudo…”
- 1° damar, depois cera de abelha
- 2 tereb. / 1 cera — mistura normal
- 7 tereb./ 1 cera — b.m.
- sente a necessidade de mudança
- DESENHO
- grande parte vai para o desenho — quando pintor quer/vai mudar
- agilidade, tamanho, facilidade
- quando queria mudar, viajava
- a gente vê o que já está propício para ver
- geralmente, vai buscar em outras culturas
- concha / gravetinho
- vai “amolecendo” a linha dele
- pollock desacelerado — como se unisse pollock + jj
- um inovador muito tradicional
- prazer narcísico, gostar da sua própria tela
- o artista é uma espécie de intermediário
- não me importo com o risco, é uma forma de existir
- pintura não vale nada, mas é expressão humana
- resgate da expressão primordial
- memento mori – vanitas
- pintura é sempre infusão
- luz crível
- não confio num pintor, ao menos que o ache louco de alguma forma
- entre o rigor e o gesto
- criar uma situação aonde o acaso entre
- cores remotas, você não sabe qual é
- unidade na diferença
- cor espiritual-humana
- b.m. quer criar unidade na diferença
- camadas e camadas de sentimento
- sentido humanista, não turística. viajar e pegar as cores. apropriar
- a cor cria o espaço
- matisse
- prazer tátil + refinamento da matéria que é impregnado
- acaso e controle
- quanto mais controle, maior o descontrole
- nada derramado
- unidade cor
- teia como um todo
- metáfora do furor
- a questão apresentada? nada
- o próprio fazer, o plano no espaço e tempo
- do glifo para uma ponte para o paraíso
- olhar para trás é tão simples
- movimento diferente entre abex – pois seu gesto é mais calmo
apresentação colegas:
- controlar o extâse da cor
- seu cinza é um pijama
- você tem que vencer a dominação da imagem
- tem um vai e volta que acrescenta
- pôr e tirar tem valores iguais
- supressão
- sem pesar a mão
- algo que se afirma muito… não sei.
- desenho
- pintura: fusão – ultrapassa o desenho
- perde ganha das relações
- impermeável — cor chapada
- permeabilidade da pintura
fazer, observar, descrever
prof fábio tremonte
- tim ingold
- desenho como recurso descritivo
- desenho processual e aberto
- desenho como metáfora e método
desenho, me localizo 1/4
prof. débora bolzsoni
- trisha brown
- do vasto vazio à lenda local
- lewis carroll – the hunting of the snarks
- henry holiday – illustrator
- milton santos
- antônio dias
- arthur barrio
- arte povera
- daniel santiago
- cildo meireles + piero manzani
- guilherme vaz
- luiz alphonsus
- cildo – pico da neblina
- grau de discrição
- mini minimalismo
- ana medieta
rr – módulo 2 – aula 1
- não saber
- o que recebeu e o que se espera desse segundo módulo
- olhar um trabalho e esqueger que a gente gosta
- só olhar — é isso que posso fazer
- propor o problema — lidar com o problema
- o espaço de silêncio
- o acompanhamento
- o mundo da poética X o mundo do fazer
- da experiência surge um vocabulário
- livros:
- matisse: talvez o mais lúcido. eterno conflito entre desenho e cor
- paulo pasta: lugar de fala de quem faz, com um ponto de vista semelhante ao nosso
- roberto longhi: breve mas verídica historia da pintura italiana – linha e mancha
- hans ulrich gumbrecht – Atmosfera, Ambiência, Stimmung
- ovídio – metamorfoses
- o estágio de transformação
- a narrativa para o momento de catarse
- formulação poética se transforma em pintura
- contigüidade
- esse livro é uma maravilha total
- italo calvino – por que ler os clássicos
- as linhas da contigüidade
- como isso —
- se realizar pintando, ao invés de pintar para se realizar
- óleo de cártamo na madeira
- exercício: 3 faixas
aula pp – mostra dos exercícios
- projeto é teoria
- intuíção é mais que teoria
- a construção do espaço pelos valores pictóricos
- quem vai escolher o caminho? é você!
- “se você tem medo, já estragou”
- cezanne: vem vindo, vem vindo, pá!
- mesmo que seja uma cor só, tem que ter… espírito!
- a luz vem da relação. não é recriação
- COR É RELAÇÃO
- o mundo de mateisse não tem fissuras
- você percebe… que há uma atitute
- braque: a ideia é o berço do quadro // a tela apaga a ideia
- desconfie da imagem
- bastidor na tela é importante — só a lona vira linguagem. ex. leonilson
- envultado —
- gerhard richter: ele crê, mas questiona (abstratos squigee)
curso pp – agnes martin
- 1912~2004 — 92 anos
- me reconheço na experiência
- abstrato, porém minimalista
- não intelectualização
- esquizofrenia
- arte é o lugar da saúde
- intelecto-mental sujo
- ego a ser condenado
- buscava pureza ingenuidade alegria
- trabalhava com inspiração
- a inspiração da grade
- buscava a inocência de uma árvore
- essa — a grade — é a inspiração dela
- é tudo, menos frio e vazio
- há uma inconstância, uma espécie de mão
- uma espécia de ordem com resquícios da presença da mão
- alucinações auditivas
- não tem nada com o real
- tudo nela que era bonito era contraditório, sem definição.
- não repintava.
- krishnamurti
- ver é um sentimento
- há sempre algo que escapa do controle
- desapego mental
- que aparência tem o amor? o sentimento? é isso a agnes martin
- sem consciência da beleza e da felicidade não é possível ver arte
- o tempo dela era outro
- ver significa fechar os olhos
- beleza não se vê, se sente
- ver é um sentimento
- agnes martin:
- beleza está na mente
- a inspiração é um comando
- em sp, ela ia enlouquecer
- não é o papel do artista pensar na vida…
- caminho da rendição — a sua própria mente
- ser artista é aguentar a derrota
- am: eu pinto o amor inocente — como um bebê.
- olhar para dentro para se achar.
- mira schendel aubda ten certas questões de transcendência religiosa
- meyer shapiro sobre mondriaan
- abstração pura
- sair de si
- não tem essência, não tem ego
- ela queria sair disso para o sentimento
- brice marden também tem ordem e acaso
- inteligente para burro
- fácil é complicar. o simples é difícil
- contato entre individualidade com algo incomensurável
- nada mais arte/vida que isso
- silêncio absoluto conversando com o fim do mundo
- buscando a raíz da felicidade
- determinação, força, inacreditável
- perto da agnes martin, tudo parece ficar excessivo
- cada um recebe de uma maneira
- corajosa e forte
- proposta de exercício: pintar sem a tinta branca. sejam honestos!
- sobre trabalhos de alunos:
- sua cor está muito mais sofisticada
- dar consistência
- você está mais próximo de si
- revela o fazer e ao mesmo tempo te leva para outro espaço
- evidenciar seu próprio método
- quando não é paisagem, acho que ela perde.
- ambiguidade
- o espaço pictórico
- consciência da planaridade
- a vontade normalmente é de mais
- que cor é essa?
- menos óbvio
- quando vejo paisagem, diminui
- a vibração já é suficiente
- soltar… — o quê?!
- cor é tradução
- chegar numa paleta como expressão
- dá para sentir o capricho
- deleuza: a energia da cor
- a cor constrói o espaço
- não tem pureza nesse sentido
- é e não é arbritário — não é gratuito
- o jogo passa tempo
- o jogo como melhor resposta do homem para a arbritariedade da vida
aula pp – philip guston
- 1913-1980
- o trabalho encontra eco e não para de aumentar
- diebenkorn é tudo, menos feio
- a sobrevivência dele — por quê?
- o trabalho dele é uma forma aberta
- a angústia do próprio trabalho
- convivência com crise desde cedo
- pai se enforca quando ele tinha 9 anos
- encenação do real
- uma alegoria da vida
- quadros das crianças
- sem nenhjuma autocomiseração
- essa é uma boa marca dele
- pop é imagem
- 1962: expôs e foi detonado
- 1980 morte – transição de época para a “nova pintura”
- CRAPOLA
- pop também como crapola
- texto de philip roth // leo steinberg
- as figuras do final são todos viciados: comem/bebem/fumam
- completos da mais profunda estupidez
- pictoricidade
- ritmo lento dos quadros
- angústia e claustrofobia
- texto do david sylvester: parece que ele não entendeu guston
- frases do guston:
- a alma não permite o que a mão faz
- pintura é uma espécia de guerra entre o momento e a atração da memória
- o peso da intenção é o que se busca
- busca e angústia transformada em espiritualidade
- claustrofóbico
- a tela é o testemunho fiel de que ele é livre
- alunos:
- criar outro tempo dentro da tela
- evocar
- o trabalho grande tem uma afirmação
- foi nesta aula que apresentei. vou fazer um outro post dedicado
aula rr – sexta e última aula
- azul ut
- aula seguinte: consertar os tons tela morandi
- essa é a grande questão
- máximo de atalhos
- dicas para encurtar o caminho
- a pintura vai esquentando o sangue, mas não estava presente
- paleta primeiro
- o desafio: como concentrar o conhecimento na tela?
- saber fazer
- algumas coisas o corpo guarda. a pintura é dessas
- a gente começou a pintura de uma maneira…
- retrospectiva exercícios
- 1º abrindo um ovo
- o espaço do quadro é o primeiro problema. resolver e encontrar soluções
- não reinventar a roda
- aprender a linguagem, nos alfabetizar
- os bedéis do quadro: as bordas
- 2ª aula
- desenho natureza
- aprofundar as possibilidades do azul da prússia
- 3ª aula
- t.s. pura no fundo laranja
- manchas — colocar e tirar
- 4ª aula
- triângulo
- ganha o mundo com as possibilidades de cor.
- par cromático + branco
- tensionar a mão com a tinta
- pintar não é necessariamente um problema de imagem
- 5ª aula morandi
- experienciando a cor num estado vivo.
- 3 cromáticas
- provocação: e se usasse outra trinca cromática para fazer o mesmo desenho?
- cuidado para não ficar brincando de paleta
- 6ª aula morandi – aprofundar
- entender que a pintura está viva, ativa
- fascínio com a descoberta
- “os meus segredos” (da pintura)
- ensinar é aprender realmente
- a gente tem nossas vontades
- não confundir o como com o por quê
- quando nada está acontecendo, há um milagre acontecendo
- nossa inteligência integrada
- PINTURA
- tempo natural
- campo para sustentar questões
- essas são as grandes questões
- preparo do espaço
- assim a arte vira sublime — engloba a vida
- assim criamos a nossa realidade
- pintura é reclusão
- um voto: as simples questões são as grandes questões
- acertar a cor é retratar nossa relação com o mundo
- se dê esse direito: escolher a importância de nossas questões
- cuidado com a procrastinação
- não análise, porém observar
- mente agitada precisa de um oposto tão intenso: bastante matéria
- as artes visuais, no brasil, se tornou um lugar de poder
- movimento cultural com linguagens artísticas
- criar um repertório ajuda a analisar
- quando nomeamos, podemos refletir melhor
- é preciso pagar tributo com a matéria
- exposição como marcação de (xxx)
- no FAZER é que se deve gastar tempo
- respiração: esse é o tempo natural da vida
- a pintura é uma grande aliada
- o grande desafio… o grande barato… é achar como fazer
- módulo 2
- o que importa?
- formar um vocabulário mínimo
- assim como na técnica, há uma reflexão
- livro roberto longhi
- as vezes a gente fica perdido…
- colocar esse aprender a serviço.
- propõe sentido
- reposta do sentido
- mostrar e refletir
- dois pés em movimento: fazer e refletir
- a ideia chega rápido na pintura
- superar a ideia
- chamar as ideias
- mistura cor
- o certo é:
- abrir ou fechar
- esquentar ou esfriar
curso RR – aula 4
- paleta com amarelo ocre + 2 azuis
- +- 6 cores de cada lado
- linha sinuosa: 1º azul ult. 2º azul prússia
- pinceladas
- vontade de paisagem
- van gogh: cada pincelada como valendo a vida
- não sobra nada
- arando espaço
- se amarrar por dentro
- compensações dentro do próprio quadro
- não importa que lugar e é …
- sintonia de tons
- aprendemos a andar, falar, agir – copiando
- lampejos que a linguagem te dá
- meu trabalho é uma busca
pp – de chirico
- situação italia: futurismo — movimento no cubismo
- pp: ideia ruim
- nu descendo a escada do duchamp
- pintura metafísica: estranho, misterioso, enigma, um presságio qualquer
- argan: passado glorioso xxxxxx
- ref carlo carra — questão metafísica
- ref morandi: metafísica no cotidiano
- transposição da metafísica para a mesa
- metafísica:
- suspensão temporal
- vazio
- tempo de morte
- atemporal
- tempo que não é eterno mas é imóvel
- o movimento não é da pintura — vira retórica, ilustrativo
- vibração das cores, não movimento
- pollock, de kooning – sismografia da ação do corpo
- de chirico: mistério laico
- sua razão de ser é o ser em contradição
- “e o que hein de amar se não o enigma” – escrito num autorretrato jovem
- refs de chirico: arnold böcklin / dürer / giotto / piero della francesca / masaccio / nietzsche / schopenhauer
- a metafísica permeia tudo — desconfiança com o presente, não adesão ao movimento
- arte está nos lugares mais imprevisíveis
- “chegou zaratustra para mim”
- pp:”vocês já tiveram uma revelação? isso é importante, de verdade”
- convalescência — montanha mágica — retirado do mundo
- a arte também opera nesse lugar
- de chirico: “o que ouço, não tem valor. já o que vejo é vivo, e quando fecho os olhos, minha visão fica mais poderosa.”
- oferecer sensações novas — liberar o pensamento — ver tudo como coisa
- ref livro: o deserto dos tártaros – inspirado nas pinturas metafísicas
- a metafísica não tem inconsciente
- dada mais próximo da metafísica que o surrealismo
- situação absurda do dada
- magritte — pp: chato — não há nada mais literário
- jasper johns — imagem x pintura
- o principal é que nada faz sentido
- entropia — olhar para nós mesmos para não cair numa armadilha
- DÚVIDA! duvide de tudo e todos
- arte identitária: não tem dúvida, não anda.
- artista: duvidando e errando do seu trabalho
- pp: “depois que ví pintura metafísica, me deu um… eixo. fui mais influenciado pelo de chirico a picasso.”
- volpi — matisse + morandi
- morandi: o não como força
- a visão do artista é dentro. não é fora
- apresentação trabalhos
- sor:
- luz — uso da cor e não representação
- simples, direto
- menos cerimonioso, mais cotidiano
- “distraído venceremos” leminski
- aquela culpa… (cadeira sempre presente)
- perceba: você está tentando criar uma cerimônia, parece um trono.
- vai para o mais simples
- colegas
- cadê a dúvida?
- colocar — pôr pôr pôr
- jogar a seu favor
- ir num sentido radical
- paradoxo
- escolha mais, maior escolha
- é um não
- pp sobre obras: “a gente não mede esforço para nossos filhos” — gaste para usar material bom.
- oscar murillo — “não sei qual é a dele, mas aquilo não é fácil não…”
pp – pisarro
cheguei atrasado na aula… coisas de sp.
perdi a parte de apresentação biográfica do pintor pisarro, mas pude acompanhar os slides e comentários.
pissarro é um pintor que nunca tinha me chamado atenção… aquela coisa de não saber o que olhar. eu só conseguia ver “pintura naturalista do século XIX”. depois da aula consegui entender melhor suas qualidades — ponte entre impressionismo e neoimpressionismo, composições e o jogo de luz.
notas da aula:
- o que vai além da percepção para sensação?
- sensação em consciência
- cezanne
- fenomenologia
- sensação — não sentimento
- sensação — sensibilidade de construção pictórica
- desapegar que estamos transmitindo
- sensação visual do mundo – não é senitmento do mundo
- sensação — traz no cérebro organização
- no cérebro, entra um esqueleto, uma forma — cubismo
- mondriaan — unidade autônoma cezanne
- sensação pela cor
- stanley whitney “pictoriza” a cor
- forma pictural equilibrada
- sensação X sensibilidade
- quanto mais a gente fecha, mais a gente ganha
- autonomia de sugerir melhor
- “céu é separado da terra”
- aluno: “é difícil imaginar isso” pp: “exatamente! é ver fazendo.”
- faz toda a tela ao mesmo tempo
- “socorro, não tô sentindo nada”
- a gente gosta mais quando imagina que a pessoa faz também gosta
- preso X solto na pintura
- quando você escolhe mais, mostra maior liberdade.
- o contrário, você é escolhido
- não é espontaneista. há escolha.
- autonomia da pintura
- figurativo X abstrato
- não deixar virar esquema
- a luz só do papel
- desenho — não volta a luz
- a luz pela pintura
- reabrir o branco com a pintura
- desenho X pintura
- a diferença é o tempo
- desenho é mais instante, o momento
- pintura: condensação
- desenho — um traço: eu existo
- pintura: reabre, condensa
aula 1 com renato rios
chegando em sp e indo direto da rodoviária para o espaço arco para a primeira aula de pintura com renato rios. a proposta do curso é pintura para iniciantes sem a necessidade de ficar preso ao desenho.
tivemos as seguintes propostas
- gradiente azul: do pigmento ao branco do papel (como estava atrasado, fiz esse correndo)
- cobrimos uma tela 20×30 com azul da prússia. colocamos todos os exemplos a frente e conversamos sobre as diferenças.
- pegamos duas telas pré-pintadas com amarelo ocre e vermelho óxido e fizemos gradientes em azul.
- em seguida, retirando a tinta, fizemos um ovo em uma tela. em outra, a proposta era fazer o maior ovo possível dentro do quadro.
- o último exercício da aula era fazer o transfer de um desenho do matisse e depois pintá-lo. haviam três opções de desenho: rosto, cisne e uma planta. a ideia era usarmos um desenho pronto para focarmos apenas na pintura.
- de início, a ideia era reforçar o desenho, empurrando a tinta dos espaços negativos do traço.
- em seguida, pegamos a tinta pura para criar uma maior dinâmica visual de valores.
gostei muito de como o professor se refere a pintura. seguem as poucas anotações em aula:
- através do copiar — se liberta
- não é para ficar obcecado
- óleo: transparência, velatura
- a casinha da pintura: o lugar onde a gente não sabe
- parar e olhar
- não precisamos cumprir uma meta
- seguindo os mestres, a gente se liberta de coisas nossas
- contar com as quinas
- as maiores forças — os quatro cantos da tela
- vai de beija-flor — bicando a tela ali, ala…
pintura: prática e reflexão – aula 1
- pintura de experiência se dá pela prática
- cuidado com a idea e a sacada
- entre o planejamento e realização
- arte: o desconhecido
- o trabalho se faz fazendo
- descobrir pintando – a gennte é maior que nós mesmos
- no intervalo da opacidade é aonde a graça está
- a virtude da pintura é o erro.
- suportar essa angústia é a tarefa do artista
- não há sucesso na arte
- o artista mais velho tem mais calo, sofre menos
- picasso: as angústias de cezanne
- merleau ponty – a dúvida de cézanne
- qual o caminho aberto por cézanne?
- cézanne:
- monet é só olho — santo olho
- deslocamento do real
- primeiro olho para mim olhando para a montanha
- não desenho e pinto – vai junto
- eu sou a consciência da paisagem que se pensa em mim
- acumulando / sobrepondo / construindo
- hoje: muitos tipos de pintura
- pp ensina uma maneira: construção a partir da experiência
- é mais rico que a projeção intelectural
- história galeano – ajudar a ver
- livros ref:
- david salle
- art & fear
- aquilo que não é dito ou mostrado
- EVENTO da pintura
- a arte é muda, mas a gente quer convesar
- talento para ser melhor ao talento para fazer
- ir além
- o que importa é seguir adiante
- não pare!
- ir adiante!
- talento é insistência
- dúvida e contradição
- arte e medo
- ninguém quer um trabalho que ninguém liga
- a arte vai nascer disso, desse lugar ambíguo, angustiante
- nunca será igual: a intenção e o resultado
- tem que ter olho para ver!
- não desanimem
- “artistas não saem do lugar enquanto a dor de trabalhar é menor que a dor de ficar parado”
- “se tudo der certo, o MAM vai até você”
- a pitura que a gente sonha é a melhor que a gente faz
- trabalhar no negativo: meio cego – tateando
- amílcar de castro: o principal problema da arte moderna é a liberdade
- quanto mais trabaho, mais se chega a si — mais liberdade
- CAVUCAR – em ressonância e reciprocidade com o mundo
- PP: certa implicância com a cozinha da pintura
- ir além da técnica
- baravelli: se você não corre risco com medo de estragar o trabalho, já está estragado
- “o tempo daquilo já foi…”
- você não terá segurança para afirmar o trabalho.
- quando tiver: honestidade, ética — há segurança
- não é o medo externo que vai te dar conselho de qualidade
- assepsia que a reprodução fotográfica traz
- diferença entre o acabado e o inacabado
- PULSANTE
- o medo de fazer vai virando conteúdo
- ENCARNAÇÃO da PINTURA
- é tinta – é pincelada
- o que aparece são as diferenças
- o eterno conflito entre linha e cor
- entre em acordo consigo
- sem escrutínio severo em si mesmo
- aprenda a gostar do seu ateliê
- o que os artistas podem ativar/reverberar atualmente
- é sempre uma referência
- “eu também quero” — pintura
- inteligência visual
- hoje em dia… pintura virando documento — registro
- pinturas nativas da nigéria
- stanley whitney
- sobre silva: “ele deu um jeito” – “tem o presente, tem a lógica do trabalhador”
- recuperação de um mundo sem fissuras
- só vamos saber quem a gente é PINTANDO
- a gente se constrói reciprocamente com a pintura
eu como amante dos voadores e pintura, penso sempre nessa série…
- descobri sobre o curso aleatoriamente no instagram. para ingressar, é pedido um portfolio com pinturas recentes. eu estava passando uma semana em sp na casa de uma amiga e tinha apenas três dias para enviar o pdf. comprei tinta óleo e fiz alguns experimentos em papel… deu certo!
- recebi a aprovação na segunda-feira, já estava de volta em floripa. para não perder a primeira aula, fiz um bate volta em sp: quarta fiz o curso e quinta fiquei com minha filha.
- participar do curso me anima mais ainda a estadia em sp no segundo semestre.
- perderei as próximas duas aulas, enquanto ainda estou de mudança.
- gostei muito do espaço do curso: projeto marieta. pinturas, bibliotecas, espaço livre!
- a aula estava cheia, cerca de 50 pessoas.
- como o grupo de estudos acontece faz tempo, a maioria das pessoas já se conheciam. de pessoas novas ao curso eram umas 5 e eu.
- em relação aos colegas, grande parte são mulheres com mais experiência (+50).
- me senti muito bem recebido. na minha experiência, pessoas que pintam são mais sociáveis e divertidas para o diálogo — principalmente num ateliê!
12.08.24
- recebi email confirmando a minha participação no curso do pp. lá vou eu organizar as coisas para fazer um bate-volta em sp, com viagem de busão de 12h… pela pintura, vale.
ateliê aberto#1 – guache1
@ udesc, com a prof. lampert
- albers, itten, klee, kandinsky
- não técnica, mas processo
- a pintura nasce das ideias e desejos, mas necessita a ação
- movimento de tradução
- necessita muito movimento para fazer
- pensar pictórico
- tudo passa pela pintura, o raciocínio pictórico
- estúdio: lugar de estudos
- saber antes de fazer é a máxima
- continuidade — resistência
- 3 dimensões:
- discursiva
- educativa
- política
- o depois é agora
- tudo o que um artista faz, parte de uma metáfora
- tudo é metáfora
- movimento de tentativa — fazer o que não foi feito é quase impossível
- expandir noções de pintura
- movimento de escuta
- estratégias para pintar em casa
- contraste
- buscar desenvolver os contrastes
- fazer os exercícios com todos os mediums
- morandi
- a apreensão do olhar
- tempo de apreensão
- escolher, depurar, traduzir
- a pintura acontece antes:
- a ideia
- na palheta
- artista que se inspirou em morandi
- colecionar, montagem, tradução, colheita
- como acessar, organizar (seu próprio arquivo)
- tempo + espaço
- tons pastéis
- temperatura luz
- claro escuro
- harmonia pelo contraste
- aquilo que estamos vendo não é necessariamente aquilo que fazemos
- coisas que não existem: metáforas
- a pintura não representa, ela apresenta
- desafio: sair do exercício para o problema
- enquadrar o olhar
- equilíbrio cromático, de formas
- eu encontro minha harmonia quando encontro meu oposto
- pintura — mental, porém prática, laboro
- a natureza sempre presente
- circulo cromático que se move
7.5.22 aula com malta campos
- (class) AMC – 1° encontro
- aluna: “enquanto estava brincando, estava legal. depois travei”
- “eu nunca fiz o que imaginei fazer”
- workshop – trabalhar junto
- mitura entre fazer e conversar
- “pode parecer que sou consagrado”
- história colégio equipe
- volta a pintura nos anos 80
- “já estava esquecido”
- redescoberta no ano 2012
- buscar instituições e expor — a partir daí, a galeria te procura
- 2012 — trabalho acumulado
- final dos 90 aos 2000’s — acumulando
- sentar para o cafézinho no ccsp — momento chave
- exposição pangea
- misturinhas — site
- “vou mandar email para todo mundo”
- bienal 2016
- arte contemporânea – muito política
- anos 80 – despolitização
- anos 70 – totalmente politizada — ditadura militar – artes plásticas = outsider
- meu trabalho pode ser pensado politicamente
- espero que sim, pois sou politizado
- o ateliê do artista vira fetiche
- outsider de tudo — é muito sofrido, é muito difícil
- a gente nunca sabe o que fazer
- dalton paula / maxwell alexandre
- determinada atitude para desbloquear, para trabalhar
- as inversões me ajudam
- começar: faça bastante
- a nuvem da história da arte está sobre nossas cabeças
- rancière – a partilha do sensível
- pintura como imagem que traz alguma coisa — picasso, klee, miró, matisse
- o que sobra é a vontade de pintar — porque é gostoso
- sem raciocínio que pode confortar – desconstruir a história e estar nem aí
- gall. carbobo: trabalhos ipad
- desconstruir a técnica
vincent carelli – um novo olhar (2020)
vincent carelli – um novo olhar
live 19.11.2020 CEDIPP – DIVERSITAS FFLCH – ECA / USP
anotações:
- um novo olhar
- “ninguém visita impune uma aldeia indígena” – darcy ribeiro citado por carelli
- não fui para ensinar, fui para aprender
- alcoolismo e fome
- sem fartura, não há festa. sem festa, não há sociabilidade.
- criação CTI – centro de trabalho indigenista
- é claro que o dinheiro era para financiar festa
- disputa entre indigenista e antropólogo é um clássico
35:00 - ref Andrea Tonnacci
- os probleminhas de sempre “madeira, ouro, minério”
- com a camera de video, os índios tomaram a frente
- Álvoro Tukano — denuncia os salesianos na holanda. muito importante
41:30 - “uma camera na mão e nenhuma ideia na cabeça” — vincent carelli — jogo com a célebre frase do glauber rocha.
- inspiração na escola do jean rouch — ateliers varan — irmãos blanchet
- aprendizado coletivo: assistir juntos o que cada um filmou, aprendendo com acertos e erros.
- competição sadia
- dinâmica do coletivo
- não faço roteiro!
- sou anti-roteiro, anti-cartilha
- cinema de observação
- desconstrução do modelinho de televisão
- sem entrevista
- um pouco coutinho, você vai na onda da pessoa
- a escuta
- o roteiro é negativo no processo de cinema mais direto
- o imprevisto é sempre mais genial
- atenção, observação, paciência
- é proibido zoom e tripé
- você quer um close, chegue mais perto. tem que construir a relação
- só com essas orientações básicas, a coisa acontece
- o filme se faz com a sinergia coletiva
- muito jogo de cintura, muita diplomacia
- questão de dinheiro sempre aparece, mas a grande virada é sempre o primeiro filme
- digital melhorou muito. montar, traduzir e exibir na aldeia
53:00 - o grande segredo é a forma como você se coloca na aldeia
- a cartilha é essa, o resto eles dão
- se você estiver escuta e dar corda, é fantástico
1h08m00 - meu sonho é ter um arquivo e dar uma senha para cada etnia.
1h21m00 - infelizmente não podemos confiar em organizações governamentais nesse país
1h28m - eu pensei que não tinha pior condição que os guaraní-kayowaa. porém Ujire é um soco no estômago.
1h31m - evangelicos…
- é tudo reflexo dessa nossa crise civilizatória, desse capitalismo selvagem
- acolhimento: as religiões vivem disso. a esquerda não disponibiliza isso.
- ficção para indígenas: experimento segredos da mata — parece um teatro japonês
1h36m - sobre filme huni kuin
- cada aldeia é um centro de mundo — frase de vincent que virou o título do arquivo, sugerido por marilia librandi
- sergio bairon: teorizar e ir ao campo não dá! tem que emergir e construir as questões centrais juntos. inclusive em função deles, dos nossos parceiros e companheiros de pesquisa.