1819-1877
- courbet (C–) / daumier (D–)
- courbet menos político
- natureza transformada em sentimento
- D– ilustração do fato
- a história da arte não pode ser vista como lógica
- Angelus
- C– Irmãs
- C– nunca quis participar de qualquer escola ou associação
- rebeldia de não querer
- pintar como ele vivia
- dar conta ao que ele queria dizer
- provocar com as pinturas
- pintura realizada
- vontade de ser o novo pintor da nova era
- mais grossa, mais rude
- camponês
- ligação ao trabalho do campo, viés também político
- 1840~1850
- apego ao homem comum
- vontade de superar o “clássico” delacroix
- pintura sem faíscas, sem brilho
- falta de graça, por assim dizer
- espécie de marginal
- tremendo orgulho
- não querer agradar
- o olhar para o trabalho do campo
- ativismo político como pessoa, não na pintura
- as pessoas o percebem. e ele aceita o reconhecimento.
- convidado a dar aulas
- se ele era contra escolas, como poderia ser professor?
- escreveu uma carta aos alunos
- todo artista é seu próprio mestre
- mandamento: não faça o que eu faço. não faça o que os outros fazem.
- faça o que você quiser!
- ignorância também seria uma forma de independência
- ele e van gogh mesmos desejos, afirmações
- quem trabalha com a terra traz a verdade
- gauguin influenciado por courbet
- van gogh influenciado por millet
- pintura Bonjour, Monsieur Courbet >>> Bonjour, Monsieur Gauguin
- o pintor esnobe
- C— e o movimento da comuna parisiense
- courbet precisava apagar a restauração de uma catedral
- exílio para suiça ou ia para o paredão
- corpo exagerado
- ‘pinta como um limpador de botas’ — crítico
- a coisa vista e a coisa pintada — a distância permanace
- argan: o trabalho do artista como paradigma humano
- sem patrão, sem a lógica das máquinas. alcança a liberdade na força do próprio trabalho
- o que o artista faz na realidade (ilustração) ou da realidade
- diferença entre courbet x manet
- qual maneira, qual diferença?
- assunto ou pincelada?
- o fênomeno real não é o histórico
- é a luz — para manet
- na realidade
- frenesi luminoso no agora
- fenomenologia da altura — manet
- a forma transubstanciada em outra
- a pintura de um instante da natureza
- C— parece que parte da tela preta
- faca (espátula) é minha melhor ferramenta
- espátula leva mais matéria
- matéria é sinônimo de realidade
- o real da própria tinta
- força igual ao sol
- há esse cruzamento
- é difícil se encantar à primeira vista
- precursor de tudo isso, para surgir uma nova arte
- apegar-se a terra
- ele ultrapassa o discurso
- não era calmante
- troca pincel pela espátula
- quadro: ateliê do artista
- “quando chega com um quadro desse tamanho, não tem mais… [o que provar]”
- pretensão de colocar toda sociedade ali
- há retórica, porém a real, social
- pintar paisagem: sem recado de nada
- porém quem criou a natureza? deus
- ser deus ao pintar paisagem
- criar paisagem, criar seu universo
- criador desse mundo — para fazer isso, criou toda uma simbologia
- quadro narcisista, megalomaníaco
- pp ‘não acho realismo, nem aqui nem na china”
- queria ser reconhecido
- criou seu próprio pavilhão courbet – gerando ódio
- quadro: a volta da conferência
- foi recusado no salão dos recusados
- legião de honra. ele recusou. daumier aceitou.
- goya, velázquez, ticiano, daumier
- “pertenço a mim”
- regime da liberdade
- crítica avassaladora de alexandre dumas
- ligado ao baudelaire
- o mito do homem moderno — baudelaire
- o homem da metrôpole — forças estranhas da cidade — flaneur
- C— vai ficando decandente. adoecendo.
- quadro: a origem do mundo — encomenda de um rico turco
- o próprio corpo para C– é importante
- marginal e xxx do artista
- julian barnes / meyer shapiro escreveram sobre C—
- real X realismo
- real não necessariamente agradável
- baudelaire — allan poe >> colocou o horror no lugar do belo
- realismo — de verdade. com os materiais também
- mais matéria que vapor
- não há fosforecência. ela é sombra
- eu faço como o sol
- manchas diferentes
- foi angariando durante a vida o ódio dos outros
- o trabalho era para ser escondido. o que se mostrava era a alegoria.
- [o mundo do faz de conta]
- o real da própria pintura. não da cena.
- o fato real solene da pintura
- quadro escuro, não se entrega fácil
- ganhava com retratos
- gericault – paisagem realista
- bonjour monsieur courbet
- o início do mito do pintor moderno
- os contrastes de C— são impressionantes
- equivale a força das coisas representadas
- o grande demiurgo
- quadro: a gruta — onde ele pode colocar mais espátula
- natureza com movimento tem um a mais na pintura
- prenúncio — forma da natureza mais como um …xxxx?
- pela comparação, ficam mais evidentes
- 1° C– realista social
- 2° C— natureza
- construção evidente como não qualidade (alguns quadros)
- final da vida — impacto
- naturezas: como algo que coloca o choque
- fisicalidade impactante do mistério
- espatulado beirando o mau gosto
- retroceder é não fazer nada
- constrangido conceito oficial
- vivi 50 anos com liberdade. deixem-me ir assim.
- pintura comparada
- trazer para o presente
- os melhores (courbet) tem pouca retórica acadêmica
- presença
- ainda fala com a gente hoje
- obra muito desigual, mas qdo é bom é bom
- quando não é, não é.
- comentário aluna: tô encafifada. é truque? esmero?
- pp: as vezes é mto pensado, mto construído.
- monet: olho aberto, pinta como se enxerga
- a maneira é harmônica. é a grandeza dele.
- todo gesto é político
- distância entre a coisa vista e a coisa pintada? é o trabalho do artista
- confluência entre o que se fala e o que se faz
- tirava 18L de líquido por dia
- trabalhos alunos
- aluno 1
- você tem que saber sobre a distância de seu trabalho.
- obsolescencia programada — esse trabalho vai acabar
- não é fragilidade.
- fragilidade está acima disso
- vazio e corpo
- pictoricidade
- ganhou mobilidade na tela
- antes o espaço não fluia
- agora conquistou uma espécie de dança na tela
- assim você conquista o plano pictórico
- matisse: usava a pluralidade
- tinha uma livre ocupação do plano pictórico
- [trabalho aluno] 1ª vez no sentido mais fluído
- prática — a importância do tempo
- menos papo, menos discurso
- eu não preciso de fala
- é visível, é plástico
- colocar no visual
- presença plástica
- fazer trabalhos díspares — ter uma constância
- trabalho contínuo traz unidade, longevidade
- colocou a pintura em outro lugar
- um quadro ensina o outro
- não é o quê, mas a sugestão do que está apresentado
- há o bem feito e o mal feito
- não é a representação do quê, mas a pintura em si (como)
- as coisas não estão em livre comunicação
- tudo flui, terra irrigada
- ele (o pintor) não precisa estar falando!
- aluna 2:
- você chegou! porém falta desmanchar… soltar…
- vai tornar orgânico.
- tá tudo bem. há a chegada.
- agora falta habitar, desmantelar
- faz + 3 (mesma paisagem), com outra atitude
- tenha um momento de desencanto
- chegou e encantou, agora falta desencantar
- não idealizar nesse começo.
- falta encarnar
- não o projeto. agora há que encarnar
- comentário aluna: há que enlouquecer.
- pp: enlouquecer não. o contrário disso.
- integrar. a gente não separa corpo alma matéria espírito.
- há uma verdade encontrada na hora de pintar
- o estranho o temor também agrada
- deixar o projeto de lado
- encarnar melhor a pintura
- sei de onde vem e sei onde pode chegar (seu trabalho)
- há a encarnação
- mais invenção
- criando espaço pela invenção
- não descrição
- aqui está descrevendo. ali, inventando
- muito fiel a imagem fotográfica.
- tem que soltar, sair da imagem.
- tem que virar pintora
- incorporar a cor
- bom material é o início de uma boa pintura.
- aluna: material eu tenho, só não tenho talento.
- conversar pela matéria
- pp vira uma pintura da aluna de ponta-cabeça
- a descrição fica em 2° plano. assim vira pintura, espaço pictórico.
em certo momento, na apresentação da segunda aluna, após falar que ela chegou, pp perguntou a turma: o que falta? algumas pessoas responderam: soltar, desconstruir, enlouquecer… eu respondi: brincar! ele me olhou, pensou e disse: “é por aí, sim brincar, se você fosse uma criança. o que mais?” a conversa continuou, com observações e comentários incríveis do professor.
me mantenho firme no meu brincar.