desenho sesc #3

COR LOCAL E O USO EXPRESSIVO DA COR

  • o enganamento da cor
  • realismo e o uso da cor
  • pintura — desenho e cor
  • pintura ilusionista – cor naturalista
  • dureza, maciez
  • pareça real, não fatigue
  • cor ≠ colorido
  • colorido
    • simples
    • local
    • artificial
    • natural
  • a cor verdadeira: preocupação naturalista
  • caráter e humor sendo escolha —> vem do temperamento
  • kandinsky
    • liberdade da representação.
    • efeitos espirituais e psíquicos
  • harmonia e contraponto
  • sensação da cor
  • anita malfatti – o homem amarelo
  • colega: libelulesco

aula r.r. #1

  • de noite: as vezes dispersa…
  • muita minhoca na cabeça?!
  • cada exercício tem muito fundamento
  • só vai!
  • linguagem complementar
  • encontrar a medida da vida
  • organizar todas as faculdades na pintura
  • CORES
    • azul da prússia
    • azul ultramar
    • violeta dioxazine
    • vermelho óxido (terra siena queimada)
    • amarelo ocre
    • verde cobalto
    • branco de titânio
  • elástico da versatilidade do óleo
  • entre visceral para chegar na cor
  • princípio mestre, fundamento comum: PARES CROMÁTICOS
  • dão vida
  • ver pessoalmente
  • avançar/recuar
  • até o momento de uma cor chamar a outra
  • exerc. 1: pintar tela toda – azul da prússia + solvente
  • exerc. 2: tela já pintada com amarelo ocre e vermelho terra.
  • exerc. 1: despintar. limpar. o maior ovo possível no quadro.
  • exerc. 3: decalque desenho matisse. pintar fundo. retirar para fazer as linhas. colocar a gosto.
  • entre uma pincelada e outra, a gente se surpreende
  • colher esses momentos
  • usamos um tema comum na aula. o que eu mais quero é que vocês façam seus temas em casa.
  • o céu é o limite

pp – gustave courbet

1819-1877

  • courbet (C–) / daumier (D–)
  • courbet menos político
  • natureza transformada em sentimento
  • D– ilustração do fato
  • a história da arte não pode ser vista como lógica
  • Angelus
  • C– Irmãs
  • C– nunca quis participar de qualquer escola ou associação
  • rebeldia de não querer
  • pintar como ele vivia
  • dar conta ao que ele queria dizer
  • provocar com as pinturas
  • pintura realizada
  • vontade de ser o novo pintor da nova era
  • mais grossa, mais rude
  • camponês
  • ligação ao trabalho do campo, viés também político
  • 1840~1850
  • apego ao homem comum
  • vontade de superar o “clássico” delacroix
  • pintura sem faíscas, sem brilho
  • falta de graça, por assim dizer
  • espécie de marginal
  • tremendo orgulho
  • não querer agradar
  • o olhar para o trabalho do campo
  • ativismo político como pessoa, não na pintura
  • as pessoas o percebem. e ele aceita o reconhecimento.
  • convidado a dar aulas
  • se ele era contra escolas, como poderia ser professor?
  • escreveu uma carta aos alunos
  • todo artista é seu próprio mestre
  • mandamento: não faça o que eu faço. não faça o que os outros fazem.
  • faça o que você quiser!
  • ignorância também seria uma forma de independência
  • ele e van gogh mesmos desejos, afirmações
  • quem trabalha com a terra traz a verdade
  • gauguin influenciado por courbet
  • van gogh influenciado por millet
  • pintura Bonjour, Monsieur Courbet >>> Bonjour, Monsieur Gauguin
  • o pintor esnobe
  • C— e o movimento da comuna parisiense
  • courbet precisava apagar a restauração de uma catedral
  • exílio para suiça ou ia para o paredão
  • corpo exagerado
  • ‘pinta como um limpador de botas’ — crítico
  • a coisa vista e a coisa pintada — a distância permanace
  • argan: o trabalho do artista como paradigma humano
  • sem patrão, sem a lógica das máquinas. alcança a liberdade na força do próprio trabalho
  • o que o artista faz na realidade (ilustração) ou da realidade
  • diferença entre courbet x manet
  • qual maneira, qual diferença?
  • assunto ou pincelada?
  • o fênomeno real não é o histórico
  • é a luz — para manet
  • na realidade
  • frenesi luminoso no agora
  • fenomenologia da altura — manet
  • a forma transubstanciada em outra
  • a pintura de um instante da natureza
  • C— parece que parte da tela preta
  • faca (espátula) é minha melhor ferramenta
  • espátula leva mais matéria
  • matéria é sinônimo de realidade
  • o real da própria tinta
  • força igual ao sol
  • há esse cruzamento
  • é difícil se encantar à primeira vista
  • precursor de tudo isso, para surgir uma nova arte
  • apegar-se a terra
  • ele ultrapassa o discurso
  • não era calmante
  • troca pincel pela espátula
  • quadro: ateliê do artista
  • “quando chega com um quadro desse tamanho, não tem mais… [o que provar]”
  • pretensão de colocar toda sociedade ali
  • há retórica, porém a real, social
  • pintar paisagem: sem recado de nada
  • porém quem criou a natureza? deus
  • ser deus ao pintar paisagem
  • criar paisagem, criar seu universo
  • criador desse mundo — para fazer isso, criou toda uma simbologia
  • quadro narcisista, megalomaníaco
  • pp ‘não acho realismo, nem aqui nem na china”
  • queria ser reconhecido
  • criou seu próprio pavilhão courbet – gerando ódio
  • quadro: a volta da conferência
  • foi recusado no salão dos recusados
  • legião de honra. ele recusou. daumier aceitou.
  • goya, velázquez, ticiano, daumier
  • “pertenço a mim”
  • regime da liberdade
  • crítica avassaladora de alexandre dumas
  • ligado ao baudelaire
  • o mito do homem moderno — baudelaire
  • o homem da metrôpole — forças estranhas da cidade — flaneur
  • C— vai ficando decandente. adoecendo.
  • quadro: a origem do mundo — encomenda de um rico turco
  • o próprio corpo para C– é importante
  • marginal e xxx do artista
  • julian barnes / meyer shapiro escreveram sobre C—
  • real X realismo
  • real não necessariamente agradável
  • baudelaire — allan poe >> colocou o horror no lugar do belo
  • realismo — de verdade. com os materiais também
  • mais matéria que vapor
  • não há fosforecência. ela é sombra
  • eu faço como o sol
  • manchas diferentes
  • foi angariando durante a vida o ódio dos outros
  • o trabalho era para ser escondido. o que se mostrava era a alegoria.
  • [o mundo do faz de conta]
  • o real da própria pintura. não da cena.
  • o fato real solene da pintura
  • quadro escuro, não se entrega fácil
  • ganhava com retratos
  • gericault – paisagem realista
  • bonjour monsieur courbet
  • o início do mito do pintor moderno
  • os contrastes de C— são impressionantes
  • equivale a força das coisas representadas
  • o grande demiurgo
  • quadro: a gruta — onde ele pode colocar mais espátula
  • natureza com movimento tem um a mais na pintura
  • prenúncio — forma da natureza mais como um …xxxx?
  • pela comparação, ficam mais evidentes
  • 1° C– realista social
  • 2° C— natureza
  • construção evidente como não qualidade (alguns quadros)
  • final da vida — impacto
  • naturezas: como algo que coloca o choque
  • fisicalidade impactante do mistério
  • espatulado beirando o mau gosto
  • retroceder é não fazer nada
  • constrangido conceito oficial
  • vivi 50 anos com liberdade. deixem-me ir assim.
  • pintura comparada
  • trazer para o presente
  • os melhores (courbet) tem pouca retórica acadêmica
  • presença
  • ainda fala com a gente hoje
  • obra muito desigual, mas qdo é bom é bom
  • quando não é, não é.
  • comentário aluna: tô encafifada. é truque? esmero?
  • pp: as vezes é mto pensado, mto construído.
  • monet: olho aberto, pinta como se enxerga
  • a maneira é harmônica. é a grandeza dele.
  • todo gesto é político
  • distância entre a coisa vista e a coisa pintada? é o trabalho do artista
  • confluência entre o que se fala e o que se faz
  • tirava 18L de líquido por dia
  • trabalhos alunos
  • aluno 1
  • você tem que saber sobre a distância de seu trabalho.
  • obsolescencia programada — esse trabalho vai acabar
  • não é fragilidade.
  • fragilidade está acima disso
  • vazio e corpo
  • pictoricidade
  • ganhou mobilidade na tela
  • antes o espaço não fluia
  • agora conquistou uma espécie de dança na tela
  • assim você conquista o plano pictórico
  • matisse: usava a pluralidade
  • tinha uma livre ocupação do plano pictórico
  • [trabalho aluno] 1ª vez no sentido mais fluído
  • prática — a importância do tempo
  • menos papo, menos discurso
  • eu não preciso de fala
  • é visível, é plástico
  • colocar no visual
  • presença plástica
  • fazer trabalhos díspares — ter uma constância
  • trabalho contínuo traz unidade, longevidade
  • colocou a pintura em outro lugar
  • um quadro ensina o outro
  • não é o quê, mas a sugestão do que está apresentado
  • há o bem feito e o mal feito
  • não é a representação do quê, mas a pintura em si (como)
  • as coisas não estão em livre comunicação
  • tudo flui, terra irrigada
  • ele (o pintor) não precisa estar falando!
  • aluna 2:
  • você chegou! porém falta desmanchar… soltar…
  • vai tornar orgânico.
  • tá tudo bem. há a chegada.
  • agora falta habitar, desmantelar
  • faz + 3 (mesma paisagem), com outra atitude
  • tenha um momento de desencanto
  • chegou e encantou, agora falta desencantar
  • não idealizar nesse começo.
  • falta encarnar
  • não o projeto. agora há que encarnar
  • comentário aluna: há que enlouquecer.
  • pp: enlouquecer não. o contrário disso.
  • integrar. a gente não separa corpo alma matéria espírito.
  • há uma verdade encontrada na hora de pintar
  • o estranho o temor também agrada
  • deixar o projeto de lado
  • encarnar melhor a pintura
  • sei de onde vem e sei onde pode chegar (seu trabalho)
  • há a encarnação
  • mais invenção
  • criando espaço pela invenção
  • não descrição
  • aqui está descrevendo. ali, inventando
  • muito fiel a imagem fotográfica.
  • tem que soltar, sair da imagem.
  • tem que virar pintora
  • incorporar a cor
  • bom material é o início de uma boa pintura.
  • aluna: material eu tenho, só não tenho talento.
  • conversar pela matéria
  • pp vira uma pintura da aluna de ponta-cabeça
  • a descrição fica em 2° plano. assim vira pintura, espaço pictórico.

em certo momento, na apresentação da segunda aluna, após falar que ela chegou, pp perguntou a turma: o que falta? algumas pessoas responderam: soltar, desconstruir, enlouquecer… eu respondi: brincar! ele me olhou, pensou e disse: “é por aí, sim brincar, se você fosse uma criança. o que mais?” a conversa continuou, com observações e comentários incríveis do professor.

me mantenho firme no meu brincar.

a prática da linguagem

com o tempo, cada vez mais, percebo a importância da linguagem para nossa vida. me sinto atrasado em relação ao manuseio da escrita. minha infância e juventude foram mais silenciosas, observantes. minha memória visual é